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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Parque Nacional das Emas

Rio Formoso, o principal curso d água do Parque


Considerado o santuário ecológico do cerrado brasileiro, o Parque Nacional das Emas surpreende e encanta ambientalistas, fotógrafos, cinegrafistas, visitantes e, sobretudo, os pesquisadores pela sua rica diversidade de espécies tanto de animais quanto vegetais. Caminhar por este Parque é como se estivesse, literalmente, dentro de um zoológico a céu aberto.
Criado em janeiro de 1961 com o objetivo de preservar um dos ecossistemas mais frágeis do Brasil e também proteger a ema, maior ave brasileira que chega a alcançar 1,5 metros de altura, é a única Unidade de Conservação que apresenta todos os tipos de cerrados existentes no país. Por isso, em dezembro de 2001, foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO.
Está situado no sudoeste goiano, entre os municípios de Mineiros e Chapadão do Céu, fazendo divisa com os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde também abrange parte do município de Costa Rica, nas terras altas das nascentes do Rio Araguaia, com área de 132 mil hectares. Limita-se ao norte pelo Rio Jacuba e ao sul pelo Rio Formoso – um recanto de grande exuberância e, ao mesmo tempo, tão frágil.
História - No Planalto Central, há cerca de 10 mil anos, os povos caçadores e coletores deixaram suas marcas, na forma de pinturas rupestres e através dos artefatos de pedra e cerâmica, nas grutas que habitavam para se protegerem do ambiente frio e árido.
Mais recentemente, o clima, semelhante ao atual, fez com que a ocupação humana se espalhasse pelos vales férteis dos chapadões e a região foi habitada, durante séculos, pelos índios Caiapós e Bororós que viviam da agricultura de subsistência.
A partir da década de 70, com a expansão pecuária e agrícola, o Cerrado sofreu mudanças significativas passando a ter outra característica, sobretudo, com a implantação de Brasília, que transformou o Centro-Oeste brasileiro em um pólo migratório resultando em grandes impactos ao ambiente natural.
Preocupado com a situação, um fazendeiro da região, sensibilizado pela caça indiscriminada, levou a idéia a um senador de Goiás para que fosse criado o parque nacional e, assim, proteger a ema, que corria grande risco de extinção.
Incrições rupestres, em Serranópolis 
Neste parque, os números de espécies encontradas são estonteantes e compreende um dos últimos refúgios ecológicos onde é comum o trânsito livre de animais silvestres. Ao percorrê-lo, facilmente podem ser avistados bandos de porcos-do-mato, capivaras, veados-campeiros, além das emas que correm soltas de um lado para o outro.
Também encontram-se animais que andam em menor quantidade, como tamanduás-bandeira, raposas, cachorros-do-mato, antas, tatus, jaguatiricas e até sucuris. Podem ser vistas algumas espécies que se encontram em fase de extinção, como lobo-guará, cachorro-do-mato-vinagre, tamanduá-mirim e o curioso tatu-canastra.
Entre as aves, há araras, corujas, curicacas, gaviões, gralhas-do-campo, maitacas, periquitos, papagaios, pássaros-pretos, pica-paus, seriemas, tucanos, urubus-de-cabeça-vermelha. Enfim, aqui habitam cerca de 400 espécies de aves, incluído 19 endêmicas e 14 ameaçadas de extinção.
O parque abriga ainda duas espécies endêmicas raras, como o bacurau-de-rabo-branco (Eleothreptus candicans) e o caboclinho-de-papo-branco (Sporophila palustris), vistas recentemente e suas ocorrências no Brasil limitam-se ao Parque Nacional das Emas.
Ameaças - Entretanto, toda esta riqueza biológica está seriamente ameaçada pela extensa fronteira agrícola no entorno da sua área, configurando-a com uma ilha isolada. A cada dia que passa as imensas plantações de soja, milho e algodão vão tomando conta da região. Um exemplo ocorre com as emas que, por não saber os limites do parque, invadem as fazendas vizinhas e comem os grãos e pragas contaminadas pelos agrotóxicos utilizados nas plantações.

domingo, 30 de março de 2014

Machu Picchu










Descoberta apenas em 1911, as ruínas da capital sagrada do Império Inca transformaram-se em um dos principais pontos de visita de aventureiros de todo o planeta. 


Machu Picchu, em si, guarda a cultura de uma sociedade que foi exterminada pela colonização, com fantásticas construções em pedra em meio a montanhas e vales. É o caminho até ela, porém, o maior atrativo para os aventureiros, que aproveitam os quatro dias de caminhada na Trilha Inca para conhecer as dificuldades, a beleza e as surpresas desta região da América Latina.

Avançando ao sul da Rocha Funerária, é possível avistar a maior construção de Machu Picchu, a Kallanka, que tem oito entradas na sua parte frontal e outras duas, uma de cada um dos seus lados. Pela sua localização próxima à Trilha Inca, suas dimensões e morfologia, esta construção aparenta ter sido uma espécie de estábulo e também servido de guarita para um número grande de pessoas.



História e Cultura

Culturas que se desenvolveram no noroeste da América do Sul, as chamadas civilizações andinas, sucederam-se em várias fases e áreas, de cerca do quarto milênio antes de Cristo até a conquista do império inca pelos espanhóis, iniciada em 1532.

As civilizações andinas ocuparam um território que se estendia do sul da Colômbia ao norte do Chile e noroeste da Argentina, e do litoral às regiões montanhosas, com grande variação climática e geográfica. Sua origem remontaria a um antigo e disperso povo de caçadores.
Não chegaram a conhecer a escrita e a roda e dividiram-se em dois grupos: as civilizações pré-incaicas e a inca. Encontraram-se na região vestígios humanos anteriores à descoberta da cerâmica, que se situaria por volta de 3500 a.C. De uma economia coletora, esses povos passaram a uma agricultura incipiente e iniciaram a domesticação do guanaco.
A primeira cultura expressiva surgiu em Chavín de Huántar, em território do futuro Peru, e sua influência estendeu-se pelos Andes centrais. A agricultura levou ao estudo dos astros, necessário à determinação dos ciclos agrários. O estilo artístico da cerâmica, a decoração dos tecidos e o trabalho da pedra foram as características do período, marcado pela representação de atributos felinos (sobretudo do puma, animal sagrado) em todas as manifestações de arte.
Nos primeiros séculos da era cristã, várias culturas independentes desenvolveram-se na costa e nas montanhas. A agricultura, bastante avançada, incluía também o cultivo da batata. As técnicas de tecelagem e metalurgia aperfeiçoaram-se.
Por volta do ano 1000, as técnicas agrícolas estavam aperfeiçoadas, sobretudo a de canalizar água para irrigação, e difundiu-se o uso de ligas de bronze. No início do século XII, salientou-se a cultura chimú, cuja capital, Chanchán, era bastante urbanizada, com ruas, moradias, cemitérios, reservatórios de água, zonas agrícolas e templos piramidais. Contava com um sistema governamental altamente desenvolvido e uma estratificação social que ia do humilde lavrador ao soberano divino.
A mais completa de todas as culturas andinas, a civilização inca desenvolveu-se ao longo de cerca de três séculos, a partir de uma pequena tribo que foi aos poucos incorporando militarmente as tribos vizinhas, até chegar ao maior e mais organizado império estabelecido na região.
Segundo as tradições orais dos incas, sua capital, Cuzco, foi fundada no início do século XIII pelo herói mítico Manco Cápac. A ele seguiram-se soberanos que ampliaram o território até meados do século XV, época da grande expansão do império. No período máximo, ele abrangeria a região da atual fronteira entre Colômbia e Equador até a parte central do Chile, cobrindo cerca de 4.800km2.
O "inca" ou imperador, descendente do Sol, era venerado como um deus. Na organização social, a ele seguiam-se os governadores de províncias, a nobreza, o clero e os chefes militares. O cidadão comum devia servir periodicamente nas forças militares ou nos empreendimentos públicos, como construção de estradas e templos, além de pagar um tributo em produtos agrícolas. A eficiência da administração foi favorecida pela construção de uma extensa rede de estradas, que partiam de Cuzco e alcançavam todos os recantos do império. O principal culto religioso dirigia-se ao Sol, a que se ergueram numerosos templos. Para os sacrifícios, utilizavam-se lhamas, sendo raros os sacrifícios humanos. Muitos desses rituais sagrados aconteciam em Machu Picchu.
A derrocada desse império constituiu um dos fatos mais assombrosos da história. Em 1532, o espanhol Francisco Pizarro chegou à região com apenas 180 homens. Aproveitando-se da luta entre os dois herdeiros do último imperador e sem um combate sequer, com sua escassa tropa Pizarro dominou o Império Inca.
A descoberta - O complexo arqueológico de Machu Picchu é um dos segredos mais escondidos dos Incas. Tanto é verdade que a cidade foi descoberta apenas no dia 14 de Julho de 1911, pelo pesquisador americano Hiram Bingham. Junto com um grupo de especialistas em topografia, história, geologia e engenharia da Universidade de Yale (EUA), Bingham pôde surpreender-se com a riqueza e de uma sociedade altamente sofisticada que fora dizimada pelos invasores espanhóis.

Clima

O clima de Machu Picchu não foge às características de toda a região dos Andes Peruanos. Há somente duas estações distintas: a estação das chuvas, que vai entre setembro e abril, e estação seca, que vai entre maio e agosto. Porém, Machu Picchu está próxima da parte peruana da floresta amazônica e, por isso, há a possibilidade de chuvas durante todo o ano. Nos dias mais quentes, a temperatura pode chegar até os 26ºc. No período mais frio, entre junho e julho, a temperatura chega a atingir –2ºc. A temperatura média anual é de 16ºc.

Vegetação e Relevo

A vegetação predominante da região onde se localiza Machu Picchu é a de floresta sub-tropical e a cidade está próxima da Amazônia peruana. É possível encontrar bromélias e orquídeas crescendo por entre as ruínas.
O Santuário Nacional de Machu Picchu está situado sobre um granito batizado de Vilcapampa Batholith, que conta com aproximadamente 400 km2. Esta formação provém da era Paleozóica ou Inferior Primária e tem uma idade aproximada de 250 milhões de anos. Trata-se de uma rocha vulcânica (magma esfriado depois de jogado por erupções das profundezas da terra). Sua composição geral conta com 60% de minério, 30% de quartzo e 10% de mica.

Alimentação

Tome muito cuidado com os alimentos que for ingerir durante o caminho até a cidade sagrada. O mesmo vale para a água. Nas cidades que levam à Trilha Inca, para quem faz a viagem terrestre, há uma infinidade de opções de restaurantes que têm, desde cozinha internacional, até pratos típicos de cada região. Procure estar sempre atento, apenas, aos cuidados com higiene.
Na Trilha Inca em si, não há restaurantes. Por isso, é importante que você se planeje corretamente ao levar a sua própria comida e utensílios corretos para prepará-la.

Hospedagem

Nas cidades, para quem for fazer o caminho terrestre, há várias opções de hotéis, desde os mais luxuosos até pequenas pousadas. Procure, se possível, deixar algo reservado (planejamento é algo que sempre ajuda a evitar transtornos nas viagens). Outra dica é tentar hospedar-se sempre nas proximidades das rodoviárias ou estações que for utilizar para dar prosseguimento à viagem. Esta é uma maneira de evitar atrasos.

Dicas Gerais

- Cuidados para evitar que você seja roubado durante a aventura são fundamentais.
Alguns deles:

  • Não mostre muito dinheiro ou jóias em público.
  • Quando carregar mochilas ou câmeras carregue na frente do corpo.
  • Não deixe valores em quartos de hotéis.
  • Não deixe sua bagagem descuidada. Se a colocar no bagageiro do ônibus, preste atenção se elas não vão ficar e o ônibus partir.
  • Quando entrar em cafés ou restaurantes, dificulte a ação do furto colocando a sua perna ou a da cadeira pela alça da mochila.
  • Fique atento aos batedores de carteira na multidão, ou com tentativas de distraírem você.
  • Mulheres sozinhas devem ser especialmente cuidadosas por serem consideradas alvos mais fáceis do que homens.
  • O que levar

    Abaixo, vão alguns itens importantes e indispensáveis, principalmente se você for optar por chegar a Machu Picchu através da Trilha Inca: - Um tênis confortável e outro para reserva, além de meias, de preferência especiais para caminhada.

  • Equipamento de camping, incluindo barraca, um bom saco de dormir, isolante térmico, utensílios de cozinha como panela, talheres, comida e água para três ou quatro dias ou mais.
  • Roupas impermeáveis, roupas leves para o calor e agasalhos para o frio, incluindo jaquetas contra o vento (anorak).
  • Tabletes para esterilização da água, um bom guia de viagem (recomendamos o livro Machu Picchu – Viagem à cidade sagrada dos incas, de Leon Hernandes Dziekaniak) e uma boa mochila (é aconselhável levar uma pochete para carregar valores junto ao corpo).
  • Repelente (há locais na Trilha Inca com uma grande quantidade de mosquitos).
  • Itens básicos: papel higiênico, uma faca e um kit de primeiros socorros, lanterna, além de uma câmera fotográfica.
  • Caso você não fale espanhol, é interessante levar um pequeno dicionário. Ele poderá ajudá-lo em momentos de emergência.
    Sobre as roupas: Lembre-se da variação da temperatura, independente do que diz o serviço de meteorologia. Você irá precisar de roupas para o frio e calor. O melhor é levar roupas de modo que quando esquente você possa tirar alguma e, quando esfrie, você possa recolocá-las. Escolha um calçado forte e bem confortável, botas pesadas não são necessárias ou aconselhadas.
  • quinta-feira, 27 de março de 2014

    Toscana

      Poucas outras regiões da Itália pode se gabar de um legado artístico com conteúdo tão profundamente enraizada no território e na cultura popular como Toscana 

    Florença, a cidade renascentista é a evidência mais óbvia; com os seus monumentos e o Hotel Florença você pode passar umas férias agradáveis ​​na capital toscana para descobrir art. 

    incrível terra de multiplicidade e artístico, histórico, cultural planejamento, monumental e urbana variada, ele abre all'ammirata patrulha pelo seu inúmeros convidados e admiradores, com a justa consciência de ser um farol de civilização por todo o Ocidente cristão.
    Se você está pensando longos quilômetros de praia, entre relaxamento e sofisticação, você estaria imerso na doce vida que anima a Versilia. Esta costa famoso, a partir da capa, emoldurada pelo arco orgulhoso dos Alpes Apuanos, a montanha mítica de mármore branco.
    Alpes, e da subida para catedrais de mármore, mas também o reino das cavernas e castelos encantados de Lunigiana. O branco deslumbrante das pedreiras de um lado e do vale verde selvagem de Garfagnana outro. Se você sente o chamado de espiritualidade, aguardar as florestas sagradas do Casentino com mosteiros e ermidas, uma camminoClicca para ampliar descoberta não só natural. Enquanto se você ama o som da floresta, é o palco para encantar a Mugello, terra aristocrática e atemporal.

      Estar em forma, em harmonia com você mesmo. Terme di Toscana é uma imersão completa, uma viagem dentro de si mesmo para recuperar o perdido bem-estar. 
    turismo é o novo milênio e Toscana é o spa das regiões italianas. Pense nas muitas nascentes com águas ricas em elementos naturais, as fontes já conhecidas na época do imperador Augusto, ou para aqueles preferidos por Matilda de Canossa, a praça de água onde Santa Caterina ou spa frequentado por Pirandello e Verdi.

      Hills, campos, fazendas, igrejas, castelos, vilas medievais: este é o cenário pitoresco que se apresenta para aqueles que visitam o interior da Toscana.A partir desta página você pode começar a aprender mais sobre o Chianti e Maremma ou pegar uma carona para o mundo da fazenda.





    Toscana

    quarta-feira, 19 de março de 2014

    Workshop CVC contou com o primeiro pronunciamento do novo ministro do turismo


    Workshop CVC contou com o primeiro pronunciamento do novo ministro do turismo 


    Vinícius Lages: “Estou muito feliz por poder participar de um evento de negócios como esse, afinal, é em momentos assim que as coisas acontecem"
        A solenidade de abertura do 20º Workshop CVC, realizada nesta manhã, dia 19, foi marcada pelo primeiro pronunciamento público do novo ministro do turismo, Vinícius Lages. A cerimônia ainda contou com depoimentos do presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, do vice-presidente de vendas, marketing e produtos, Valter Patriani, e do presidente do conselho de administração da operadora, Guilherme Paulus.   “Participar dessa edição é muito bom, afinal, são 20 anos dos 42 que a CVC tem de mercado. A operadora passa por um momento muito bom. Com o trabalho que tem sido realizado temos apresentado bons resultados, mas esses são consequência de uma ação conjunta de equipes, fornecedores e principalmente do mercado comprador. Juntando isso aos nossos agentes de viagens, é claro, que fazem a distribuição de todos os nossos produtos. O tema desse ano é ´Construindo juntos o futuro´ e não poderia ser diferente, pois só conseguimos construir o turismo ligando fornecedores, clientes, promotores, distribuidores e outros elementos. É assim que se faz o turismo. E mais uma vez o evento promete gerar negócios e oportunidades para todos”, considerou Falco.   Já Lages, que assumiu há pouco mais de dois dias, compartilhou o prazer de ter o evento da CVC como seu primeiro pronunciamento público. “Estou muito feliz por poder participar de um evento de negócios como esse, afinal, é em momentos assim que as coisas acontecem. Vivemos um período muito especial, não apenas pela condição de grandes eventos, mas pelo processo de transformações econômicas e os desafios que enfrentamos a cada dia. É um momento especial do turismo brasileiro, sobretudo para o conjunto de números que nós precisamos construir para destacar a importância do setor do ponto de vista econômico e social”, disse.   O ministro ainda enfatizou que o que a CVC adota nesse workshop tem uma importância fundamental, pois, diante da complexidade do turismo, articular produtos e promover destinos exige muita vontade e capacidade. “Fazer esse trabalho exige uma multiplicidade de fatores, e somente juntos podemos avançar. Nesse sentido, o evento não só estimula o setor, como abre um espaço de discussão de entidades aqui presentes. E aproveito esse espaço para convidar a todos os presentes a se engajarem nesse esforço para conquistarmos uma posição destacada, como País, no turismo”, finalizou.   Após encerramento de solenidade, foi realizado o corte simbólico da fita pelos executivos (juntamente ao novo ministro), dando início à abertura oficial do evento, que acontece durante todo o dia de hoje (19) e amanhã (20).   

    quinta-feira, 28 de novembro de 2013

    Oriente Médio


    Ira no Irã

    Mesquita Imã Khomeini, em Isfahan, no Irã

    O interior da mesquita Imã Khomeini, em Isfahan




      Visitei a Pérsia, digo, o Irã quando mais se falava nos “iminentes” bombardeios de Israel ao país. Nas quase duas semanas em que estive lá, isso me causou apreensão, mas felizmente nada aconteceu. O inusitado convite partiu de uma amiga cujo filho vive em Teerã. Do primeiro telefonema ao desembarque de madrugada no aeroporto Imã Khomeini, de Teerã, foram apenas 20 dias. Pouco antes do pouso, as comissárias da Lufhansa colocaram lenços sobre a cabeça, observando o preceito religioso que impede que as mulheres no Irã deixem cabelos (e braços e pernas) expostos. Por isso, também fomos “convidadas” a usar o acessório.

      Horas depois, minha primeira manhã em Teerã me brindou com a visão de algo inédito em minha vida: neve. Teerã, metrópole com cerca de 8 milhões de habitantes, é cercada por montanhas altíssimas (como o Monte Damavand, de 5 671 metros, que parece o Fuji) que emolduram atrações que poderiam estar perfeitamente no Ocidente: edifícios arrojados, redes de hotéis, restaurantes luxuosos, palácios, museus, poluição. Nos shoppings, vi marcas internacionais com pequenas modificações, o que lhes dava um look mais oriental. Antes de chegar a Teerã, treinei o uso do chador, o tecido longo, quase sempre preto, que só deixa o rosto descoberto, mas vi pelas ruas que as mais jovens não se preocupavam em cobrir totalmente os cabelos. Era mais difícil a vida das mulheres, me disseram, logo após a revolução islâmica de 1979, que varreu o xá Reza Pahlevi do poder. Então troquei o chador pelo maghnaeh, uma espécie de capuz, muito mais prático.
      Naquele primeiro dia, fui com minha amiga ao Grande Bazar. Sem trocadilho, um verdadeiro mercado persa. Entramos por um portal e seguimos em ziguezague por corredores estreitos pontilhados de lojas, tendas, recantos, pátios. Em poucas horas tive a impressãode ver desfilar toda a Pérsia em cores, sons, paladares e odores. Visitamos também o Museu Saadat Abad, a antiga residência de verão do xá. Percorrendo as salas é possível ver o mobiliário e os finos objetos usados pela família antes da queda. Na entrada do complexo, sob uma grande tenda, estão expostos alguns dos automóveis da coleção do monarca, diferentes modelos de Rolls-Royce e Mercedes, entre outros. No Palácio Golestan (Jardim das Rosas), outra atração da capital, fomos cercadas por um grupo de jovens estudantes. Empunhando celulares, as garotas fizeram interrogatórios cujas respostas eram gravadas. Queriam saber de onde vínhamos, que língua falávamos e, principalmente, se gostávamos deles.

    Bazar de Shiraz, Irã
    Iranianas vestidas conforme as leis islâmicas no Bazar de Shiraz

    Ira no Irã: história em quadrinhos

      Quem vai ao Irã tem uma imersão profunda nos costumes locais até nas coisas triviais, como pagar um táxi. É que nessa hora os motoristas dizem: “Não precisa, não é nada”. Mas não é bem assim, e um longo diálogo se segue até que surja no horizonte um acordorazoável. Euzinha, que tenho a tendência a ser crédula e ingênua, se não tivesse sido informada previamente sobre isso, sairia batendo a porta com um “Deus lhe pague!” Esse é um aspecto da cultura persa muito arraigado. O local sempre recusa – por delicadeza – algo oferecido, mesmo que se trate de um justo pagamento por produto ou serviço. Ele fala diversas vezes “Não posso aceitar” e, por fim, algo como “Só aceitarei por sua insistência”.

    quinta-feira, 21 de novembro de 2013

    Italia

    Parques de Diversão na Italia


    Parques de diversão : os melhores parques anfitriões na Itália. Desde o parque aquático fabuloso com toboágua do famoso Wonderland e Gardaland . Inúmeras maneiras de deixar de ir de atrações para todas as idades. Do mais "adrenalina" para aqueles em máxima segurança e diversão para os mais pequenos


    Gardaland no país das maravilhas : um dia nas emoções de uma invasão de aliens, ea roda-gigante mais "high-Europa Spring in Toyland Os parques de diversões: um guia para a notícia ' 
    filhos Stefano Mancini jovens têm uma desculpa. Quem não tem, você "pagar" os netos. E assim ', na primeira luz do sol quente de primavera, os pais e tios se deixam ser acompanhada pelas crianças em parques de diversões. É um mergulho na infância, para pessoas que sofrem da síndrome de Peter Pan ou para os amantes da emoção, ou simplesmente para aqueles que querem passar um dia com a família. Há "algo para todos.Os EUA exportou o modelo Disneyland:. Ao ar livre, os passeios de um ataque cardíaco, os serviços bem organizados, a preparação para notícias "Gardaland e MIRABILANDIA são os maiores exemplos desta filosofia. A primeira apresenta uma montanha-russa com dois loops e dois parafusos no lado, do outro um alto roda gigante de 90 metros. A escola oferece alternativas pacíficas italianos. Como o Umbria Citta 'della Domenica, 40 hectares de parque habitado por animais em estado selvagem' (veados, carneiros selvagens e veados) e atrações pouco barulhento. Ou, como o Parque da Pré-História na Cremonese, com reconstruções de animais e homens da idade 'da pedra entre os prados e áreas de piquenique churrasco. Custos de entrada 15000-36000 libras para os adultos, um pouco menos para as crianças, e é "livre geralmente abaixo do metro de altura ou três anos de idade". Brinquedos e jogos são quase todos de graça (você paga alguns shows e jogos de vídeo). Mais 'Não é desencadeada, mais "a despesa paga por si mesmo, mas se você excedeu cinqüenta um pouco' de prudência (ou eletrocardiograma) não é ruim: a aceleração de queda livre a partir de trinta metros (as torres gêmeas do MIRABILANDIA) ou sentimentos de montanha-russa flutuações de pressão não são para os fracos de coração. Quando em dúvida, e 'melhor não deixar de lado os heróis e os caras, absolutamente insensível a temer. O tempo e 'em todos os lugares, desde a manhã continuou a sol. Restaurantes temáticos, bares, lanchonetes, pipoca e algodão doce, máquinas de venda automática atender quaisquer necessidades dietéticas em qualquer momento do dia. Depois de uma refeição saudável, e 'ainda melhor para visitar o castelo da Bela Adormecida, em vez de descer as corredeiras de um rio à beira de um tronco de árvore. Gardaland em Peschiera del Garda, e 'número um na Itália ea oitava maior da Europa, com 2,7 milhões de visitantes por ano. Ele oferece quatro aldeias temáticos, três restaurantes, shows com artistas de todo o mundo e um grande aquário de golfinhos. Entre as mais de 30 atrações, Space Mountain (montanha-russa que completar um circuito duplo), Selva Rapids (rafting em um rio na cheia), Espaço Vertigo (a emoção de uma invasão de alienígenas em uma estação espacial).MIRABILANDIA, perto de Ravenna e um passo para longe da Riviera Romagna, este ano tem sido "Eurowheel", a roda-gigante mais "mais alto da Europa: 90 pés de diâmetro (25 mais" do que o Prater, Viena), dependendo também à noite. No ano passado, os visitantes eram de um milhão e 200 mil, um aumento de 40% em relação a 97. Este sucesso levou os gestores a renovar os dois terços do parque. Para os caçadores de emoções e "recomendado" Hurricane ", um passeio de morte a 25 metros de altura, com as pernas suspensas no ar. FantasyWorld-Minitaly (Bergamo), Itália e em miniatura (Rimini) tem uma escala comum de reconstrução dos principais monumentos. O primeiro e 'mais' grande, variada no estilo gama nos Estados Unidos e criou uma descida das corredeiras nos troncos e um réptil-aquário. O outro tem 270 miniaturas, uma Veneza tão grande que podemos "ir de barco e Parque de diversões da ciência. Também em Rimini há Fiabilandia, dedicado ao mundo dos contos de fadas e com um disco estritamente proibido aos adultos. Em uma colina com vista para Perugia, Citta 'della Domenica e' um dos mais antigos parques de diversões 'italianos. Não siga a evolução tecnológica dos jogos de circo, mas concentrou-se em dois objetivos: garantir "que os jovens" não são submetidos às imagens, mas eles se tornam os protagonistas de suas fantasias que entram no Fort Apache ou cavalo de Tróia ", como eles explicam a gestores; e criar uma rota zoológico e natural. O próximo passo do programa 'para a preservação de algumas espécies animais italianos que estão ameaçadas de extinção, como o burro da Sardenha eo porco Parque.Nápoles oferece, em vez do primeiro parque - considerando todas as coisas - Disneyland de estilo, nascidos em 65 com a idéia de transformar os Fairgrounds em uma estrutura estável. É chamado Edenlandia, e 'na cidade "e em 97 ele tinha um milhão e 700 mil entradas (piu'20% comparado a 96). Entre as razões para o sucesso, a admissão de apenas quatro mil libras para aqueles que querem desfrutar de um pouco de "relaxamento sem ficar nos passeios. Um dia nos parques e 'suficiente para tentar quase qualquer coisa.


    País das maravilhas

    terça-feira, 19 de novembro de 2013

    Austrália



    Cânion Thunder
    A primeira exploração das passagens labirínticas de arenito do cânion Thunder por um grupo de canionistas em 1960 deu impulso à popularidade do esporte


    Cânion Hole-in-the-Wall
    Um canionista desce pelo cânion Hole-in-the-Wall Canyon no parque nacional Blue Mountains


    Buraco Negro de Calcutá no cânion Claustral


    Cânion Empress, na Austrália


      Os suíços têm montanhas, e por isso escalam. Os canadenses têm lagos, e então remam. Os australianos têm cânions, e se aventuram neles em uma forma híbrida de loucura – uma mistura de montanhismo com exploração de cavernas, na qual se vai sempre para baixo, seguindo um rio, muitas vezes dentro de túneis úmidos e passagens claustrofóbicas. Ao contrário de outros destinos com cânions estreitos, cavados pela água nas rochas, como em Utah ou na Jordânia, a Austrália tem uma herança rica e profunda dessa experiência, o canyoning, ou canionismo.
    De certa forma, é uma maneira extrema de bushwalking, a travessia de regiões inóspitas que era hábito dos aborígines, e algo que eles faziam milhares de anos antes da chegada dos europeus. Entretanto, sem cordas nem equipamentos, os nativos não podiam explorar as fendas mais profundas.
    Nos dias atuais, milhares de australianos exploram os abismos, descendo por eles com cordas. Mas apenas um punhado de malucos explora cânions selvagens. Esses indivíduos determinados tendem a ter pernas de jogador de rúgbi, joelhos cheios de cicatrizes e arranhões, tolerância de pinguim à água gélida, habilidade de canguru para pular de rocha em rocha e disposição de marsupial para rastejar na umidade. Preferem usar tênis de lona com sola de borracha, shorts esfarrapados, perneiras rasgadas e camisetas de algodão barato. Acampam ao lado de pequenas fogueiras e fazem jaffles para o café da manhã. Jaffles, diga-se, são sanduíches com todo tipo de ingrediente – inclusive Vegemite, um extrato de levedura de sabor peculiar – preparados em um tipo de tostadeira.
    Muito além de desafiar o próprio paladar, contudo, o que esses aventureiros querem é testar seus limites nos cânions remotos e de difícil acesso. “Quanto mais escuro, estreito e tortuoso, melhor”, diz Dave Noble, um dos experientes exploradores de cânions do país. “As pessoas me perguntam: ‘E se você ficar preso lá’? Acontece que é exatamente isso que buscamos: sermos forçados a improvisar para poder escapar.